Um pouco sobre pinturas digitais

 

Algumas pessoas que me conhecem desta ou de outras encarnações sabem que, ao menos nesta, trabalho com as Artes e Ofícios da Pintura e do Desenho desde os meus 16 anos de idade, profissionalmente; desde 1975, quando iniciei meus trabalhos como pintor e ilustrador na Companhia Cinematográfica Macrev, à época, a companhia arrendatária dos cinemas de rua da cidade, e cujas histórias e estórias que por lá vivi, conto noutra oportunidade.

Desde essa época, obviamente, utilizo as técnicas tradicionais para executar os trabalhos, embora tenha passado a fazer uso também de computadores, meio tardiamente, da segunda metade da década de 1990 para cá.

Falando então sobre minha experiência com retratos, pintados ou desenhados, exceto as pessoas que fazem suas encomendas já tendo definido suas escolhas de antemão, ou seja, se desejam um retrato feito à grafite, pintado à óleo, ou outra técnica qualquer, quando o assunto segue para as técnicas digitais, determinado número de pessoas, por desconhecerem os processos de desenho e pintura em plataformas digitais, carregam dúvidas e inseguranças sobre a qualidade, durabilidade e, até, desconfiança quanto aos valores a serem pagos, surgindo questões do tipo: “Mas, porque custa tal valor? Não é o computador que faz?

Então, voltemos à questão:

– Ah, mas é feito no computador, né?

– Sim, mas péra!

Existe o fato de encontrarmos imagens que ao serem submetidas aos efeitos de determinadas “actions” e filtros, criados através de escritas de programação “e tals”, reproduzem nessas mesmas imagens efeitos similares aos obtidos através de técnicas artísticas (imitam aquarelas, lápis de cores, empastos à óleo, entre vários efeitos possíveis). Porém, antes de vermos formados em nossas retinas os efeitos gráficos e visuais, que se assemelham àqueles obtidos através do manuseio de determinados materiais artísticos tradicionais, é necessário deixar claro que, em pintura digital, utilizando-se um computador, não importa o software escolhido pelo artista, quer seja o Corel Painter, Adobe Photoshop, Gimp, etc., qualquer deles com seus brush sets e outras ferramentas, tenha em mente que o computador não planeja, não desenha ou pinta nada para o artista. De outro modo, cada artista teria sérias dificuldades em expressar sua personalidade artística através da máquina.

Não é necessário inicialmente tornar-se artista gráfico para utilizar os softwares, mas para se obter determinados resultados artísticos de fato é necessário que, além de conhecer os principais recursos do aplicativo escolhido, o utilizador conheça, anteriormente, os fundamentos de desenho e pintura. Será, sim, necessário conhecer e dominar as mesmas questões a cerca das formas, proporção, composição, perspectiva, luz e sombra, fundamentos do desenho da figura humana, harmonia das cores, representação gráfica de materiais, entre outros assuntos, bem como, exercitar sua coordenação motora para adaptar-se ao trabalho na superfície da mesa digitalizadora e procurar explorar as funções e recursos particulares de cada ferramenta. Enfim, a despeito de que cada artista ou usuário desses aplicativos tenha liberdade para se expressar através deles da forma que mais lhe agrada, os computadores não lerão seus pensamentos. É necessário dedicação!

Como vantagens, destacaria as possibilidades de mais rapidez na execução, maior facilidade nas modificações e principalmente a possibilidade de posterior aplicação da imagem finalizada em suportes e formatos variados, em reproduções infinitas. Não arrisca sujar suas roupas de tintas e não ser necessário lavar seus pincéis depois do uso, rs.

Contra, vejo a falta de toda atmosfera que envolve estar num atelier tradicional de pintura, fazer toda aquela alquimia com os diluentes e solventes, ter o cheiro do óleo de linhaça e a terebintina impregnando o ar, sentir a textura das telas. É simplesmente fantástico!

Quanto aos materiais, tudo é relativo tanto nas técnicas tradicionais quanto digitais. Assim como existem telas e papéis facilmente atacados por traças e cupins, existem materiais com previsão de permanecerem inalterados por 200 anos em condições adequadas. E ao final, a obra terá um valor que depende do mercado e de quem a assina.

Agora que tudo ficou mais claro, que tal encomendar um retrato seu ou de alguém que você ama?

Você pode usar o formulário aqui da página de Contatos deste website, ou me enviar uma mensagem inbox, na minha página do Facebook https://www.facebook.com/viniciuschg    Você receberá em seu e-mail uma mensagem com as principais informações sobre todo o processo até receber a sua arte.

3 comments on “Um pouco sobre pinturas digitais

  1. Cibele

    Laércio, meu amigo pintado ali. Muito legal.
    Quanto sai um retrato?

    1. Vinicius Chagas

      Olá, Cibele!
      Sim, o grande Laércio! Para que eu diga o valor é preciso orçar, vendo o que a pessoa deseja
      para que se leve em conta o grau de dificuldade na execução. Caso se interesse, te envio
      uma mensagem para você entender melhor o processo, sem compromisso.
      Abraços,
      Vinicius

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